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Sphere on Spiral Stairs

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Origens e formação Nasci num ambiente musical. Meu pai, Ubirajara Almeida, ouvia músicas de variados estilos e estudava violão clássico. Seus amigos, em sua maioria músicos, frequentavam nossa casa, criando um ambiente de constante contato com a música. Nas férias na casa dos meus avós, no bairro da Pajuçara, em Maceió, eu frequentemente presenciava o tradicional Bumba-meu-boi nas ruas. Essa experiência despertou em mim o interesse tanto por dançar quanto por tocar os instrumentos — tarol, bumbo e repique — que foram meus primeiros. Em consequência dessa vivência, montei diversas baterias improvisadas com latas, tarol (ou caixa), tambor e pratos de panela. Estudei teoria musical na Reitoria (UFAL) e, com o tempo, recebi de presente uma bateria da minha mãe, Silvana Mello. Ao lado do meu pai, fui exposto a uma grande variedade de estilos, entre os quais se destacam Ravi Shankar, Bach, Irmãos Abreu, Irmãos Assad, Dilermando Reis, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Beatles, Heitor Villa-Lobos, Xangai, Astor Piazzolla, Raphael Rabelo, Hermeto Pascoal e Duofel, entre outros. Aos 15 anos, iniciei meus estudos de violão com meu pai. Formei a banda de rock Staphylococcus, com Lucas (guitarra), Danilo (baixo), Gustavo (vocal) e Rodrigo (vocal). Nessa formação, toquei bateria e, posteriormente, migrei para a guitarra, presente que recebi do meu irmão mais velho, Icelo Calheiros. Fizemos muitos ensaios e diversos músicos passaram pela banda, entre eles Luiz de Assis. Também por meio do meu pai, conheci o Duofel e, aos 18 anos, tive a oportunidade de conhecer Hermeto Pascoal. Foi uma conversa de mais de duas horas: primeiro toquei violão para ele, que me ouviu; depois, ele em um violão e eu em outro, tocamos juntos. Aprendi muito nesse diálogo. Continuei meus estudos musicais, tanto de forma autodidata quanto com o apoio de professores como Wellington Pinheiro Santos, Reginaldo (Orico) e Marcios Campelo (bateria), e realizei diversas apresentações solo de violão. Sambacaitá e os primeiros palcos (anos 2000) Entre os primeiros palcos estão uma apresentação de violão solo em um restaurante indiano (por volta de 2000), outra no CEFET (por volta de 2001) e uma canja de violão solo no Cheiro da Terra (por volta de 2002). Formei o Grupo Sambacaitá, com Robson Pires (bateria), André Meira (baixo). Igor Montenegro foi o primeiro baixista do grupo e André Meira, o segundo. Por volta de 2002, nos apresentamos no Posto 7, quando Igor ainda era o baixista. Em 2003, em pouco tempo de estrada, conquistamos o prêmio de Melhor Arranjo no Festival do SESC (5ª edição) com a música “Subindo a Ribanceira”. Nela, fiz o violão e a bateria, e André Meira teve liberdade para criar no baixo. Quando a música foi inscrita no festival, escrevi uma partitura de flauta, já que meu professor Uruba (Edvaldo Gomes) era músico contratado do SESC, para quem quisesse fazer o arranjo da própria música. A música entrou de um jeito no festival e foi apresentada com a flauta, formando um quarteto, com a participação especial de Uruba. Conheci também David Glisson, um dos maiores violonistas do mundo, na minha opinião, com quem realizamos muitas sessões musicais e apresentações. Uma delas, ocorrida no Teatro Jofre Soares em 2005, está disponível no YouTube. Por volta de 2004, apresentei-me ainda na Reitoria da UFAL, em violão solo, com o Sambacaitá (com participação de Billy Magno) e ao lado de Marcos Beatles no violoncelo. Entre 2001 e 2005, lancei o álbum “Endi”, para violão solo, disponível no meu canal do YouTube e no Bandcamp. Psicologia e retorno à música Durante um período, afastei-me da música para estudar psicologia. Não concluí a faculdade e logo retornei à música. 2011 a 2015: Coletivo Frente e Verso, Sambacaitá e novos palcos Entre 2011 e 2014, participei de diversas apresentações com o grupo Coletivo Frente e Verso (integrado por Danilo Canuto, Kauê Oliveira, Vinícios Freire, André Meira e Mariana Cavalcanti) e, principalmente, com o Sambacaitá, que executava minhas composições. Com o Coletivo, fizemos uma turnê por Alagoas, com apresentações no Quintal Cultural, em Marechal Deodoro (durante o Dia do Livro, CEFET 2011), no Museu Théo Brandão, na UFAL e, posteriormente, em Penedo e Arapiraca. Em 2012, o Sambacaitá participou do programa Alagoas Arte e Cultura (registro disponível no canal oficial do programa no YouTube). Em 2011, fiz uma apresentação solo no Cangrejos Estudios Bar, em Palermo, na Argentina. Nesse mesmo ano, gravei no Rio de Janeiro, em Marechal Hermes, a música “Arcos da Lapa”, com a participação do meu primo Leonardo, que também criou o desenho que hoje é a capa do meu Bandcamp. A música foi lançada recentemente no Recanto das Letras. Com o Sambacaitá, nos apresentamos em diversos eventos, entre eles a Trilha do Mar (Garça), o Centro de Convenções, em evento da Marinha (com participação especial de David Glisson), e o Teatro Linda Mascarenhas (também com participação especial de David Glisson). Em 2012, retornei a Maceió para as atividades com o Sambacaitá, com apresentações no Rex Bar, no Estacion Hostel (Pontal, com participação de João Rafael), no Milk Beach Pub (Balaio da Garça, com participação de João Rafael) e no Arri Praia (Garça). Em 2014, fizemos um show beneficente no Teatro de Arena. Em 2015, participamos do Festival Macuca Jazz e Improviso e, por volta do mesmo ano, nos apresentamos no Pastel de Quinta (Garça), com participação de Abel. Estudos, gravações solo, álbuns e livros Realizei estudos de piano com o professor Antônio do Carmo e, posteriormente, retomei os estudos musicais com o professor Uruba. Passei também um período gravando sozinho — tocando violão, bateria, piano e piano elétrico — em uma série de vídeos intitulada “Eu Comigo Mesmo”, com edição de Kleber Lessa. Há muitos outros vídeos meus tocando esses instrumentos nos meus canais. Lancei álbuns em várias plataformas digitais, como Spotify, Deezer e Google Play, entre outras: um álbum de piano solo, um álbum de dois violões e um álbum do Sambacaitá, com gravações de diversos períodos. No Bandcamp, publiquei álbuns instrumentais, e muitas gravações estão disponíveis no Recanto das Letras. Publiquei também livros na plataforma Amazon: “Visão Psico-corporal da Tensão Pré-Menstrual” (2011), livro sobre psicologia; “Poesias de Endi Almeida” (2013), livro de poesia; e “Paradigma do Sinal” (entre 2019 e 2022), obra de enfoque filosófico. 2020 a 2023 No início de 2020, realizei apresentações na Garça com Felix Baigon e sua banda (tocando clássicos do jazz), com os músicos André Meira e João Rafael (tocando minhas composições) e, em outra ocasião, com Luiz de Assis (tocando músicas de sua autoria). Em meados de 2020, fiz uma apresentação solo online no Festival Dendicasa tem Cultura, em Maceió, AL. Em 2022, publiquei o álbum “União dos Contrários: Raízes Indígenas” nas plataformas digitais e participei da Residência Artística Memórias Fragmentadas. Nesse período, toquei também com Karina Paula em casamentos e eventos da igreja (por volta de 2022). Em 2023, apresentei-me com o Sambacaitá no evento “Som do Beco”, com participações especiais de Tercio Smith e Danilo Canuto, em Alagoas. Por volta do mesmo ano, fiz uma canja de violão solo no Santo Orégano. 2024 e 2025: trilha sonora e gravações “eu comigo mesmo” No meio de 2024, meu piano elétrico Yamaha quebrou e comprei um teclado MIDI, o que me levou a explorar os instrumentos virtuais. Passei então a estudar trilha sonora online com Filipe Leitão e a gravar com instrumentos virtuais, explorando arranjos orquestrais, jazz, música experimental e sintetizadores. Produzo músicas e trilhas sonoras no meu home studio. Em 2025, voltei a gravar “eu comigo mesmo” em vídeo, com violão solo, teclado MIDI solo e trilhas. Entre 2024 e 2025, lancei o álbum new age “Transcendental”, no qual toquei todos os instrumentos virtuais no teclado MIDI. 2026: música híbrida, palco e pesquisa Em 2026, comecei a utilizar a Suno e passei a fazer músicas híbridas: violão com Suno, teclado MIDI com Suno e teclado MIDI com violão e Suno. Lancei um álbum híbrido no YouTube, com músicas feitas na partitura, das quais extraio o áudio para fazer o arranjo com a Suno. Em um breve reencontro com o Sambacaitá, fizemos um ensaio, e pude pegar uma gravação caseira em vídeo e acrescentar uma orquestra criada com a Suno. Produzi também muitos PDFs, que combinam teorias de harmonia e de música com matemática e física. Em 12 de agosto de 2026, no Lampi Bistrô, no Beco, em Maceió (AL), fiz uma canja ao lado de Robson Pires, a convite do Maestro Jairo Queiroz, no meio da pausa da apresentação de sua banda. Foi um momento mágico, registrado no meu canal do YouTube e em recortes no Instagram. Sigo criando vídeos em vários formatos: solo, duo, trio e orquestra comigo mesmo, além de versões híbridas. Onde ouvir, assistir e aprender Meus álbuns estão no YouTube, organizados em playlists que separam os diferentes momentos e estilos da minha produção. Neste site, a aba de seções reúne fotos, links para o meu YouTube oficial, o Bandcamp e o SoundCloud, o canal de aulas e dicas no YouTube e alguns áudios à venda como trilha (stock). Em breve, haverá também PDFs. Na página inicial, três vídeos musicais antigos: um deles leva ao meu YouTube oficial e, logo abaixo, há o link para o Spotify do Sambacaitá. Sou produtor fonográfico e filiado à Abramus, onde registro os fonogramas das minhas gravações. Missão e próximos passos Minha missão é trazer algo novo para a música e investigar sua relação com outras áreas do conhecimento, como a matemática e a física, com uma visão multidisciplinar tanto na análise quanto na criação das obras. Sigo estudando e aprendendo continuamente, porque a formação constante faz parte do meu ofício. Em breve, um álbum feito a partir da partitura e outros criados a partir de melodias, com prompts para a Suno executar todo o álbum, formando uma obra que abrange vários formatos de composição. Também virão materiais didáticos e explicações sob a ótica das várias formas de compor que pratico.

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